Acho tão complicado tentar entender nossos sentimentos hoje. Desvendamos tanta coisa, existem tantas mensagens por trás de detalhes, que chega uma hora que não sabemos mais perceber que uma coisa é, simplesmente, porque ela é.
Hoje, se aquilo que estava previsto para dar certo, dá errado, existem muitas explicações – muitas vezes inúteis. Não foi porque você estava de TPM? Por que você quer tanto repetir a história dos seus pais? Como não deixar a internet afetar seu relacionamento? Quais são as razões das brigas? O problema está com você ou com ele? Não seria uma autossabotagem? E se o destino quis assim? E, se Deus determinou assim? Ouça as 48747 técnicas para reconstituir esse quadro, que parece irreversível, mas não é.
Ouço tudo isso, todos os dias, todas as horas. E, a cada segundo que paro pra pensar nisso, acho uma justificativa nova, em cima de um argumento diferente.
Existe informação demais no mundo. Tudo é muito psicossomático, existem razões demais para tudo.
E a solução é sempre a mesma: repouso, atividade física e pílulas da alegria acompanhadas de tratamento para a cabecinha ruim.
Ai, que saudade de ser Poliana.
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