sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Para começar um novo ciclo, o primeiro dia de um mês

Ontem, como em todos os dias que resolvo ficar em casa, tive que resolver as coisas da casa. Minha irmã então me pediu, implorou, para que eu a levasse na loja de fazer piercings, porque o dela saiu e ela temia que o buraco fechasse rápido.
Lembrando de toda a força que ela me deu no dia anterior, agindo como eu sempre imaginei que as irmãs seriam, fui com toda boa vontade. Chegando lá, a atendente falou que teríamos que esperar meia hora até a esterilização da peça. Eu, conformada, liguei para o trabalho e comuniquei o atraso. Ando muito complacente comigo mesma.
Perguntei então para a moça o que eu teria que fazer se quisesse também colocar um piercing. Ela disse: esperar os mesmos 30 minutos. “Ok, então eu quero colocar esse brinco”.
Nos 30 minutos que se passaram desci para comer alguma coisa, apenas. Quando a oura moça, que colocaria o piercing, perguntou a que horas queria fazer, se preferia resolver outras coisas antes ou pensar melhor, respondi: “quero agora”. Deitei na cama, fechei os olhos e, respondendo ás suas perguntas, eu comecei a contar o que me acontecera e porque decidi fazer isso. Doía tanto lembrar de tudo, que me senti anestesiada da dor física.
Foi tão rápido que não pude contar o final. Pulei da cama sorrindo, como se tivesse renascido. Ela perguntou se eu tinha gostado e eu respondi: “tanto faz”.
Minha irmã olhava atônita. Desde que eu tinha 14 anos eu queria fazer isso, mas nunca tive coragem. Ela queria desde quando tinha 13, e fez com os 13. Essa semana quando comentei que furaria o nariz quando voltasse de intercâmbio, ela riu: “você nunca vai fazer isso”. A Mari, minha amiga de longa data, também não acreditava.
Pois eu fiz. Está aqui, um brilhinho ao alcance dos meus olhos, bem em cima do meu nariz.
Fiz mais: quando saí para tirar o dinheiro e sustentar minha loucura, senti um frio na barriga com a oferta da moça da loteria, e joguei na quina. Nunca tinha jogado antes em nada, nem sabia que não precisava escolher os números. Apenas senti que minha sorte estava virando.



P.s.: Na hora de explicar para a chefe o porque da loucura, eu, sem pensar, disse: “fiquei com vontade de estampar na minha cara a minha juventude”

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