sexta-feira, 9 de novembro de 2007

TEIA 2007



Descobri o evento através de uma oficina de fanzine que participei. Uma das responsáveis pela oficina faz parte de um ponto de cultura aqui em BH (http://www.humbiumbi.org.br/ ) e nos explicou sobre o projeto. Logo me interessei. Ando a procura de muitas coisas ligadas á minha área ultimamente. Mais do que uma vontade de preencher meu currículo, que ultimamente dá até eco, to buscando descobrir qual é a minha realmente. Percebi há pouco o tanto que é extenso o curso que faço, e o tanto de possibilidades que tenho dentro dele. Essa responsabilidade de escolher e fazer um dos caminhos dentro da comunicação me assusta. Então, assim, to tentando conhecer na prática uma síntese dessas possibilidades, sempre com uma esperancinha de no final chegar e pensa “Ufa, achei! É isso que eu quero.”

O Jornalismo Cultural Independente é uma proposta inovadora e talvez, por isso, ainda não tenhamos conseguido defini-lo ao certo. É uma tentativa de mudança e isso já ganha de cara a minha admiração e o meu receio.É bem sintetizado pelo lema do TEIA 2007: “Tudo para todos”. Como foi repetido muitas vezes na oficina, é uma proposta de tornar o jornalismo horizontal. (Eu tenho uma dificuldade com a palavra “horizontalizar”) . Uma proposta para que ele seja feito por todos e alcance a todos. No mínimo, desafiador.

Já que vem de todos, o alcance do “para todos” torna-se mais viável, uma vez que as chances de se conquistar um público através da identificação pelos assuntos são maiores. É assim que está acontecendo com a cobertura jornalística do TEIA. Todos escrevem sobre aquilo que se comprometeram a cobrir e a sala de imprensa é o lugar de todo mundo. Estudantes, agentes culturais, jornalistas formados. Aqui não é preciso formação, já foi dito por um dos idealizadores. Na verdade, há sim um tratamento diferenciado para a imprensa oficial e os oficineiros. Mas, pra mim, que estou lá a título de experiência, isso pode ser relevado. Até porque ainda vejo o Jornalismo Cultural Independente como uma tentativa, que ainda tem que ser aceita.

O “todos” e o “como” ainda são assuntos polêmicos. Como atingir um “todo” através do JCI em um país em que 40% da população é analfabeta ou analfabeta funcional ?! Alcançar 60% não é alcançar o todo. Fora os que ainda não participam da inclusão digital ou ainda , por carência de educação e/ou cultura, não sabem nem se interessam pelo que é jornalismo.

O “como” já nos é apresentado pela rede 100 canais (
www.100canais.org.br) e está sendo testado na prática com essa cobertura jornalística. Eu, particularmente, não “boto muita fé” de que assim ele consiga se consolidar. A regra do jornalismo cultural independente é não ter regras , não ter padrão. Nem mesmo o veículo pelo qual ele acontece tem um padrão único, que geralmente é usado para identificação de um meio. Por isso, e talvez por ter sido acostumada com um jornalismo padronizado por tanto tempo, eu me sinto perdida no meio de um caos total dentro do site. E a resposta pra minha crítica pelo caos foi que a intenção é essa, que seja um caos. Conservadorismo ou não, eu ainda não consegui me achar aqui dentro.

Ficam aqui os links pra quem se interessou pelo assunto:

http://www.teia2007.com.br/

http://www.agenciateia.org.br/

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